Por que algumas empresas prosperam em cidades turísticas — e outras não conseguem?
- ACIC Canela

- há 6 dias
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Cidades turísticas exercem um fascínio natural sobre quem empreende. O fluxo constante de visitantes, a visibilidade do destino e a promessa de movimento parecem indicar um caminho mais fácil para o sucesso. No entanto, a realidade mostra outro cenário: muitas empresas abrem em cidades turísticas, mas poucas conseguem se manter no longo prazo.

Em municípios como Canela, onde o turismo é um dos principais motores econômicos, a diferença entre prosperar e desaparecer não está no número de turistas, mas na forma como o negócio é estruturado, gerido e conectado ao ecossistema local.
Este artigo propõe uma reflexão prática: por que algumas empresas conseguem crescer de forma sustentável em cidades turísticas, enquanto outras fecham as portas?
O mito do turismo como garantia de sucesso
Um dos erros mais comuns entre empresários de cidades turísticas é acreditar que o fluxo de visitantes, por si só, garante faturamento constante. Essa lógica ignora fatores fundamentais como:
Sazonalidade, com picos concentrados em poucos períodos do ano;
Concorrência elevada, muitas vezes com negócios semelhantes disputando o mesmo público;
Custos fixos altos, que não diminuem na baixa temporada;
Mudança no comportamento do turista, cada vez mais exigente e informado.
O turismo gera oportunidade, mas não substitui gestão. Empresas que baseiam todas as decisões apenas na alta temporada acabam vulneráveis quando o movimento diminui.
Por que tantas empresas não sobrevivem em cidades turísticas
Ao observar o histórico de negócios que não se mantêm em cidades turísticas, alguns padrões se repetem.
O primeiro deles é a ausência de planejamento financeiro. Muitos empreendimentos nascem focados em vender bem nos meses de maior movimento, mas sem reservas, controle de custos ou estratégia clara para atravessar a baixa temporada.
Outro ponto crítico é a gestão reativa. Decisões tomadas apenas em resposta ao movimento do dia, sem análise de dados, metas ou visão de médio e longo prazo, criam negócios frágeis, dependentes da sorte e do clima econômico.
Há ainda o isolamento do empresário. Quando o empreendedor atua sozinho, sem trocar experiências, sem participar de redes empresariais ou ações coletivas, perde acesso a informações estratégicas, oportunidades e defesa institucional.
Em cidades turísticas, o erro raramente está no destino. Ele está na forma como o negócio é conduzido.
O que fazem diferente as empresas que prosperam em cidades turísticas
Empresas que crescem e se consolidam em cidades turísticas compartilham algumas práticas claras.
Elas entendem que o turismo é cíclico e, por isso, planejam o ano inteiro, não apenas os meses de maior movimento. Ajustam estoques, equipes, campanhas e investimentos conforme cada período.
Esses negócios também investem em gestão profissional, com controle financeiro, indicadores básicos de desempenho e decisões baseadas em dados, não apenas em intuição.
Outro fator determinante é a integração com o ecossistema local. Empresas que prosperam participam de ações coletivas, campanhas institucionais, eventos e iniciativas que fortalecem o destino como um todo. Elas compreendem que uma cidade organizada, atrativa e bem posicionada beneficia todos os setores.
Por fim, essas empresas mantêm uma postura de aprendizado contínuo, buscando qualificação, troca de experiências e atualização constante sobre o mercado.
O papel do associativismo no fortalecimento das empresas
Em cidades turísticas, o associativismo funciona como ferramenta estratégica de sobrevivência e crescimento.
Entidades empresariais atuam como pontes entre o setor produtivo, o poder público e a comunidade. Elas ajudam a organizar demandas, defender interesses coletivos, qualificar empresários e criar ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento econômico.
A ACIC Canela cumpre esse papel há décadas, acompanhando as transformações econômicas da cidade e atuando para fortalecer o comércio, os serviços, a indústria e o turismo de forma integrada.
Quando o empresário participa ativamente da vida associativa, ele amplia sua visão, antecipa riscos e passa a tomar decisões mais estratégicas, alinhadas com o futuro da cidade e do seu próprio negócio.
Prosperar em cidades turísticas precisa de preparo
Empreender em uma cidade turística exige mais do que aproveitar o fluxo de visitantes. Exige planejamento, gestão, visão de longo prazo e participação coletiva.
O turismo continuará sendo um dos grandes motores econômicos de Canela. A pergunta que fica para cada empresário é: o seu negócio está preparado para crescer de forma sustentável dentro desse cenário?
A ACIC Canela atua para fortalecer o ambiente empresarial, promover conhecimento, articular interesses e contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade. Acompanhe nossos conteúdos, participe das iniciativas e faça parte da construção de um futuro mais sólido para os negócios locais.







