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Por que algumas empresas prosperam em cidades turísticas — e outras não conseguem?

Cidades turísticas exercem um fascínio natural sobre quem empreende. O fluxo constante de visitantes, a visibilidade do destino e a promessa de movimento parecem indicar um caminho mais fácil para o sucesso. No entanto, a realidade mostra outro cenário: muitas empresas abrem em cidades turísticas, mas poucas conseguem se manter no longo prazo.


Empresária na porta da sua cafeteria

Em municípios como Canela, onde o turismo é um dos principais motores econômicos, a diferença entre prosperar e desaparecer não está no número de turistas, mas na forma como o negócio é estruturado, gerido e conectado ao ecossistema local.


Este artigo propõe uma reflexão prática: por que algumas empresas conseguem crescer de forma sustentável em cidades turísticas, enquanto outras fecham as portas?


O mito do turismo como garantia de sucesso


Um dos erros mais comuns entre empresários de cidades turísticas é acreditar que o fluxo de visitantes, por si só, garante faturamento constante. Essa lógica ignora fatores fundamentais como:

  • Sazonalidade, com picos concentrados em poucos períodos do ano;

  • Concorrência elevada, muitas vezes com negócios semelhantes disputando o mesmo público;

  • Custos fixos altos, que não diminuem na baixa temporada;

  • Mudança no comportamento do turista, cada vez mais exigente e informado.


O turismo gera oportunidade, mas não substitui gestão. Empresas que baseiam todas as decisões apenas na alta temporada acabam vulneráveis quando o movimento diminui.


Por que tantas empresas não sobrevivem em cidades turísticas


Ao observar o histórico de negócios que não se mantêm em cidades turísticas, alguns padrões se repetem.


O primeiro deles é a ausência de planejamento financeiro. Muitos empreendimentos nascem focados em vender bem nos meses de maior movimento, mas sem reservas, controle de custos ou estratégia clara para atravessar a baixa temporada.


Outro ponto crítico é a gestão reativa. Decisões tomadas apenas em resposta ao movimento do dia, sem análise de dados, metas ou visão de médio e longo prazo, criam negócios frágeis, dependentes da sorte e do clima econômico.


Há ainda o isolamento do empresário. Quando o empreendedor atua sozinho, sem trocar experiências, sem participar de redes empresariais ou ações coletivas, perde acesso a informações estratégicas, oportunidades e defesa institucional.


Em cidades turísticas, o erro raramente está no destino. Ele está na forma como o negócio é conduzido.


O que fazem diferente as empresas que prosperam em cidades turísticas


Empresas que crescem e se consolidam em cidades turísticas compartilham algumas práticas claras.


Elas entendem que o turismo é cíclico e, por isso, planejam o ano inteiro, não apenas os meses de maior movimento. Ajustam estoques, equipes, campanhas e investimentos conforme cada período.


Esses negócios também investem em gestão profissional, com controle financeiro, indicadores básicos de desempenho e decisões baseadas em dados, não apenas em intuição.


Outro fator determinante é a integração com o ecossistema local. Empresas que prosperam participam de ações coletivas, campanhas institucionais, eventos e iniciativas que fortalecem o destino como um todo. Elas compreendem que uma cidade organizada, atrativa e bem posicionada beneficia todos os setores.


Por fim, essas empresas mantêm uma postura de aprendizado contínuo, buscando qualificação, troca de experiências e atualização constante sobre o mercado.


O papel do associativismo no fortalecimento das empresas


Em cidades turísticas, o associativismo funciona como ferramenta estratégica de sobrevivência e crescimento.


Entidades empresariais atuam como pontes entre o setor produtivo, o poder público e a comunidade. Elas ajudam a organizar demandas, defender interesses coletivos, qualificar empresários e criar ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento econômico.


A ACIC Canela cumpre esse papel há décadas, acompanhando as transformações econômicas da cidade e atuando para fortalecer o comércio, os serviços, a indústria e o turismo de forma integrada.


Quando o empresário participa ativamente da vida associativa, ele amplia sua visão, antecipa riscos e passa a tomar decisões mais estratégicas, alinhadas com o futuro da cidade e do seu próprio negócio.


Prosperar em cidades turísticas precisa de preparo


Empreender em uma cidade turística exige mais do que aproveitar o fluxo de visitantes. Exige planejamento, gestão, visão de longo prazo e participação coletiva.


O turismo continuará sendo um dos grandes motores econômicos de Canela. A pergunta que fica para cada empresário é: o seu negócio está preparado para crescer de forma sustentável dentro desse cenário?


A ACIC Canela atua para fortalecer o ambiente empresarial, promover conhecimento, articular interesses e contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade. Acompanhe nossos conteúdos, participe das iniciativas e faça parte da construção de um futuro mais sólido para os negócios locais.

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