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PRIMEIROS ANOS

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1945 - A EMANCIPAÇÃO DE CANELA

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Em frente à Igreja Nossa Senhora de Lourdes, estão: Dona Laura Montenegro, Ambrósio Maggi, Pe. Hickmann, Nagibe Galdino da Rosa, Patrício Zini, Nelson Schneider, Silvino Zanatta, “Janguta” Corrêa, Carlos Corrêa, Basílio Travi, Dr. Francisco de Albuquerque Montenegro, Reinaldo Cislaghi, Dr. João Kessler de Souza e Otto Kunrath.

No início da década de 40, com as idas e vindas do trem, Canela que ainda era uma Vila, crescia a todo vapor. Os canelenses diziam que a cidade “era encantada, plantada por Deus no alto da serra, no meio de um gigantesco canteiro de hortênsias”, e já não se contentava em ser apenas o Sexto Distrito de Taquara. O desejo da população pela emancipação político administrativa também crescia na mesma proporção.

Canela possuía nesta época, renda de 500 mil cruzeiros, o dobro do necessário para ter vida independente. Havia indústria, comércio, escolas e igrejas. Os hotéis Bela Vista, Paris, o Grande Hotel Canela e diversas pensões e lojas, garantiam tudo o que era necessário para deixar de ser Distrito e se emancipar. Isso levou autoridades e moradores locais a buscarem junto ao governo do Estado a Emancipação do Município de Canela, que ocorreu em 28 de dezembro de 1944, por meio do Decreto-lei nº. 717, com jurisdição sobre território pertencente ao município de Taquara, compreendendo uma área de 220 quilômetros quadrados.    

No dia 1°de janeiro acontece a instalação do Município de Canela.

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1945 - 1951

A fundação da Associação Comercial e Industrial de Canela (ACIC) marcou o início da organização empresarial no recém-emancipado município. Em 26 de janeiro de 1945, foram aprovados os primeiros estatutos da entidade, com 52 artigos, e, quatro meses depois, inaugurou-se a sede oficial na residência do presidente Ambrósio Maggi, situada na rua Dona Carlinda.


Naquele período, a economia de Canela era fortemente sustentada pela exploração da madeira, e a ACIC rapidamente se consolidou como representante dos interesses do setor. Atenta às dificuldades enfrentadas pelos empreendedores locais, a entidade buscou o apoio do Banco do Brasil, por meio da Carteira de Exportação e Importação, com o objetivo de ampliar as linhas de crédito disponíveis. Esse movimento resultaria, mais tarde, na instalação definitiva de uma agência do banco no município.

Ambrósio Maggi

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Adelar Corso

1951 - 1952

A liderança de Ambrósio Maggi foi sucedida por Adelar Corso, eleito em 23 de fevereiro de 1951 para a gestão 1951–1952. Dando continuidade ao trabalho de fortalecimento da associação, Adelar enfrentou o desafio de unir novamente os empresários em torno da entidade. Após um período de desmobilização, em 1957, foi criada uma Comissão de Reestruturação, responsável por reativar o quadro social e promover a reorganização administrativa da ACIC.

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Osmildo Oppitz

1957 - 1966 

Nesse mesmo ano, Osmildo Oppitz foi eleito presidente, e a associação inaugurou sua nova sede na Avenida Júlio de Castilhos, junto à Associação Rural. A partir desse momento, a ACIC passou a ampliar sua atuação em pautas de interesse público, reivindicando melhorias como a abertura da estrada entre Canela e Taquara e a ampliação da rede elétrica municipal, que ainda era bastante limitada.

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Ari Antonio Piva

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Kurt Benno Saul

1966 - 1967

Em 1958, com o apoio de Helmuth Kuhn, presidente da Associação Comercial de São Leopoldo, foram elaborados novos estatutos, aprovados em 19 de maio. Embora a gestão de Osmildo Oppitz, iniciada em 1957, tenha se estendido até 1966, o período foi novamente marcado por dificuldades de articulação entre os associados. Esse cenário motivou a criação do Movimento Pró-Revitalização da ACIC, que elegeu o empresário Ary Antônio Piva como novo presidente.

A principal missão dessa diretoria foi reorganizar a entidade e oferecer apoio técnico e informativo aos empresários diante das mudanças na legislação tributária nacional. Para isso, foram promovidas palestras e emitidas circulares com orientações aos associados. Nessa gestão, a ACIC também se filiou à Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), fortalecendo sua representatividade no cenário estadual.

1967 - 1969

A partir de 1967, a entidade viveu um novo momento de crescimento, com o presidente Kurt Benno Saul priorizando a capacitação profissional. Por meio de convênio com o Serviço Nacional do Comércio (SENAC), foram oferecidos os cursos "Embalagem Comercial" e "Psicologia e Técnicas de Vendas", ampliando as oportunidades de formação no município. A grande conquista dessa gestão foi a instalação da agência do Banco do Brasil em Canela, concretizada em 1968, resultado de uma antiga reivindicação da ACIC. Em seguida, sob a presidência de João Carlos Roehe, eleito em 25 de junho de 1969, a entidade ampliou suas parcerias de capacitação, firmando novos convênios com o SENAI e o SESC.

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João Carlos Roehe

1970 - 1971

No início da década de 1970, sob a presidência de João Carlos Roehe, a ACIC passou a atuar em temas de infraestrutura e modernização urbana.

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Nestor Beal

1972 - 1975

Em 1972, o presidente Nestor Beal conduziu uma gestão voltada ao avanço das comunicações, viabilizando a implantação da Discagem Direta à Distância (DDD) em Canela e a discagem direta para Gramado, o que representou um salto de modernidade para toda a região. Com sua transferência para Gramado, em 1976, a entidade voltou a enfrentar um período de instabilidade. Ainda assim, os associados mantiveram a ACIC ativa, elegendo Olício Port como presidente para o biênio 1976–1978.

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Olício Port

1976 - 1978

A principal conquista dessa gestão foi a instalação de uma unidade do Serviço Social da Indústria (SESI) em Canela, coroada com a inauguração do Centro de Lazer Dr. Ildo Meneghetti. Reeleito em 1978, Olício afastou-se posteriormente para cursar pós-graduação, e, sem novas eleições, a associação permaneceu desativada até 1983.

O período de quatro anos em que a ACIC paralisou suas atividades serviu para conscientizar definitivamente o empresariado. Tendo em seus anais uma história rica em conquistas, a associação havia se tornado imprescindível.

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